segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A COISA MAIS BELA

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Um célebre pintor que tinha realizado vários trabalhos de grande beleza convenceu-se, certo dia, que ainda lhe faltava pintar a sua obra-prima.
Em sua procura por um motivo, numa poeirenta estrada, encontrou um idoso sacerdote que lhe perguntou para onde se dirigia.
Não sei... respondeu o pintor. Quero a coisa mais bela do mundo. Talvez o senhor possa me orientar.
É muito simples, disse o sacerdote. Em qualquer igreja ou crença você achará o que procura. A FÉ é a coisa mais bela do mundo.
Prosseguiu viagem o pintor. Mais tarde perguntou a uma jovem noiva se sabia qual era a coisa mais bela do mundo.
AMOR, replicou ela. O AMOR torna os pobres em ricos, suaviza as lágrimas, faz muito do pouco. Sem AMOR não há beleza.
Continuou ainda o pintor a sua procura. Um soldado exausto cruzou o seu caminho e quando o pintor lhe fez a mesma pergunta, respondeu:
PAZ é a coisa mais bela do mundo. A guerra, a mais falha. Onde você encontrar a PAZ fique certo que aí encontrou a maior beleza.
FÉ, AMOR E PAZ...
Como poderei pintá-las? – pensou tristemente o artista, e sacudindo a cabeça desanimado, tomou o rumo da casa.
Ao entrar em sua própria casa, deu com a coisa mais bela do mundo: nos olhos dos filhos estava a FÉ.
O AMOR brilhava no sorriso da esposa, e aqui em seu lar, havia a PAZ de que falara o soldado.
Realizou, assim, o pintor, o quadro: “A COISA MAIS BELA DO MUNDO”, e terminando-o, chamou-lhe MEU LAR.

CADA UM CONFORME A SUA NATUREZA...

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Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas.
O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio.
Foi então à margem, tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou.
Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
- Mestre deve estar doendo muito! Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!
O monge ouv iu tranqüilamente os comentários e respondeu:
- "Ele agiu conforme sua natureza, e eu... de acordo com a minha."

O FERREIRO E A ESPADA

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Conta-se uma história de um ferreiro que, depois de uma juventude cheia de excessos, decidiu entregar sua alma a Deus. Durante muitos anos, trabalhou com afinco, praticou a caridade, mas apesar de toda a sua dedicação nada parecia dar certo na sua vida. Muito pelo contrário; seus problemas e dívidas se acumulavam cada vez mais. Uma bela tarde, um amigo que o visitava - e que se compadecia de sua situação difícil - comentou:
"É realmente muito estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas, apesar de toda sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado". O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida. Eis o que disse o ferreiro:
"Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espada. Você sabe como é feito? Primeiro, eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que ela fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico vários golpes até que a peça adquira a forma desejada. Logo ela é mergulhada num balde de água fria, e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita: uma vez apenas não é suficiente". O ferreiro deu uma longa pausa e continuou: "As vezes, o aço chega até minhas mãos e não consegue agüentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria termina por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria". Mais uma pausa, e o ferreiro concluiu: "Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é: "Meu Deus, não desista até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser, mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas".



A FORÇA DAS PALAVRAS

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Certa vez um Sultão sonhou que havia perdido todos os dentes.
Ele acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse o sonho.
- Que desgraça, Senhor! Exclamou o sábio.
Cada dente caído representa a perda de um parente de Vossa Majestade!
- Mas que insolente, gritou o Sultão.
Como se atreve a dizer tal coisa?!
Então, ele chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas.
Mandou também que chamassem outro sábio para interpretar o mesmo sonho.
O outro sábio chegou e disse:
- Senhor, uma grande felicidade vos está reservada!
O sonho indica que ireis viver mais que todos os vossos parentes!
A fisionomia do Sultão se iluminou e ele mandou dar cem moedas de ouro ao sábio.
Quando este saía do palácio um cortesão perguntou ao sábio:
- Como é possível? A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega. No entanto, ele levou chicotadas e você, moedas de ouro!
- Lembre-se sempre... respondeu o sábio, TUDO DEPENDE DA MANEIRA DE DIZER AS COISAS...
...E esse é um dos grandes desafios da Humanidade.
É daí que vem a felicidade ou a desgraça; a paz ou a guerra.
A verdade deve ser dita sempre, não resta a menor dúvida, mas a forma como ela é dita, é que faz a diferença.

(Autor Desconhecido)


A LENDA DAS TRÊS ÁRVORES

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No alto de uma montanha, três árvores sonhavam com o seu futuro.
- Quero ser um baú cheio de tesouros - disse a primeira.
- Quero ser um grande navio e transportar reis e rainhas - disse a segunda.
- Quero ficar aqui e ser tão grande que, quando olharem para mim, as pessoas se lembrem de Deus – disse a terceira.
Um dia, lenhadores cortaram as árvores.
Da primeira, se fez uma manjedoura para animais.
Da segunda, um pequeno barco.
Da terceira, vigas ficaram jogadas num depósito...
Todas ficaram desiludidas e tristes com o seu destino.
Numa bela noite cheia de luz e estrelas, uma mulher colocou o seu bebê recém-nascido numa manjedoura, e a primeira árvore viu que guardara o maior tesouro do mundo.
Anos depois, o barco transportava um homem adormecido, quando principiou uma tempestade. O homem levantou-se e disse “paz’, acalmando a tormenta. E a segunda árvore compreendeu que levara o Rei do Céu e da Terra.
Tempos mais tarde, numa sexta-feira, as vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. A terceira árvore sentia-se terrível e cruel. Mas no domingo seguinte, ela soube que o homem havia morrido para salvar a humanidade, as pessoas sempre se lembrariam de Deus e de Seu Filho quando olhassem para a cruz.
A realização dos sonhos das árvores foi muito maior do que elas imaginavam. Assim, nunca deixe de acreditar nos seus sonhos, mesmo que sejam aparentemente impossíveis de se realizar.




Como explicar o AMOR


Contam que, uma vez, se reuniram os sentimentos e qualidades dos homens em um lugar da terra.

Quando o ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez, a LOUCURA, como sempre tão louca, lhes propôs:

- Vamos brincar de esconde-esconde?

A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE, sem poder conter-se, perguntou:Esconde-esconde? Como é isso?

- É um jogo, explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará meu lugar para continuar o jogo. O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA.

A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou convencendo a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada.

Mas nem todos quiseram participar.

A VERDADE preferiu não esconder-se, para quê? Se no final todos a encontravam?

A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela) e a COVARDIA preferiu não arriscar-se.

- Um, dois, três, quatro... - começou a contar a LOUCURA.

A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que como sempre caiu atrás da primeira pedra do caminho.

A FÉ subiu ao céu e a INVEJA se escondeu atrás da sombra do TRIUNFO, que com seu próprio esforço, tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta.

A GENEROSIDADE quase não consegue esconder-se, pois cada local que encontrava lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos - se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA; se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ; se era o voo de uma borboleta, o melhor para a VOLÚPIA; se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE. E assim, acabou escondendo-se em um raio de sol.

O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início. Ventilado, cómodo, mas apenas para ele.

A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris), e a PAIXÃO e o DESEJO, no centro dos vulcões.

O ESQUECIMENTO, não recordo-me onde escondeu-se, mas isso não é o mais importante.

Quando a LOUCURA estava lá pelo 999.999, o AMOR ainda não havia encontrado um local para esconder-se, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou um roseiral e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre suas flores.

- Um milhão - contou a LOUCURA, e começou a busca.

A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos de uma pedra. Depois, escutou-se a FÉ discutindo com Deus no céu sobre zoologia.

Sentiu-se vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões.

Em um descuido encontrou a INVEJA, e claro, pode deduzir onde estava o TRIUNFO.

O EGOÍSMO, não teve nem que procurá-lo. Ele sozinho saiu disparado de seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas.

De tanto caminhar, a LOUCURA sentiu sede, e ao aproximar-se de um lago descobriu a BELEZA.

A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois a encontrou sentada sobre uma cerca sem decidir de que lado esconder-se.

E assim foi encontrando a todos.

O TALENTO entre a erva fresca; a ANGÚSTIA em uma cova escura;

a MENTIRA atrás do arco-íris (mentira, estava no fundo do oceano);

e até o ESQUECIMENTO, a quem já havia esquecido que estava brincando de esconde-esconde.

Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local.

A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, em baixo de cada rocha do planeta, e em cima das montanhas.

Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral.

Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos, quando no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito.

Os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos.

A LOUCURA não sabia o que fazer para desculpar-se chorou, rezou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia.

Desde então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na terra: O AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha.





"As paixões cegam. O verdadeiro amor nos tornam lúcidos."

Anônimo




O Pote rachado



Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em  seu pescoço.

Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e  sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe. O pote rachado chegava apenas pela metade.

Foi assim por dois anos, diariamente. O carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido designado a fazer. Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia à beira do poço:

- Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas.
- Por quê ? Perguntou o homem. De que você está envergonhado ?
- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha  carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por  todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você  tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.

O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:
 - Quando retornarmos para a casa de meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.

De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo. 
Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote:

- Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado ?  Eu, ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele. Lancei sementes de flores no seu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava. Por dois anos eu pude colher estas lindas flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Se você não fosse do jeito que você é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça à sua casa. Cada um de nós temos nossos  próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Porém, se permitirmos, o Senhor vai usar estes nossos defeitos para embelezar a mesa de seu Pai. Na grandiosa economia de Deus, nada se perde. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos. Se os conhecermos, eles poderão causar beleza.

"Das nossas fraquezas,  podemos tirar forças."