terça-feira, 10 de agosto de 2010

A Lenda do Chá

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Conta a lenda que a árvore do chá foi descoberta, no ano 2737 a.C., por acaso, quando o imperador chinês Shên Nung, mais conhecido como o “Curandeiro divino”, dava um passeio pelas suas propriedades.

O imperador pediu a determinada altura que os seus servidores lhe fervessem um pouco de água enquanto descansava à sombra de uma árvore. Foi precisamente dessa árvore que uma folha se soltou e caiu dentro da taça de água fervida. Sem reparar, o Imperador bebeu, sendo dessa forma que nasceu a primeira chávena de chá. Terá sido este imperador que criou a medicina natural ou ervanária, testando ele próprio uma enorme variedades de bebidas medicinais à base do chá.

É bem provável que essa história nem seja verdadeira, mas dá um ar romântico à origem de uma bebida conhecida mundialmente. Esta lenda é divulgada como a primeira referência à infusão das folhas de chá verde, provenientes da planta Camellia sinensis, originária da China e da Índia. Na verdade, o primeiro registro escrito sobre o uso do chá data do século III a.C. O tratado de Lu Yu ( o Santo do Chá), conhecido como o primeiro tratado sobre chá com caráter técnico, escrito no séc. VIII, durante a dinastia Tang, definiu o papel da China como responsável pela introdução do chá no mundo.

E tudo começou na China há mais de cinco mil anos e que proliferou para os quatro cantos do mundo, onde continua a ser, ainda hoje, muito apreciado. Sabia que os britânicos, talvez os maiores fãs desta infusão, têm de agradecer a uma portuguesa a introdução do chá no seu país?!

Entre os séculos XVIII e XIX, o chá esteve em volta de uma enorme polémica: havia uma crescente preocupação de que o consumo excessivo de chá pelas classes trabalhadoras acabaria por tornar essas pessoas melancólicas e sem força para trabalhar! Escusado será dizer que essa preocupação não atingia as classes altas que, nessa época, não precisavam de laborar!

A partir de meados do século XIX, e com a ajuda do Movimento de Temperança, que pretendia diminuir o consumo de álcool, o chá passou a ser um substituto do mesmo. Hoje, é a bebida mais consumida no mundo, logo depois da água, e os seus benefícios para a saúde são mais que muitos!
Saboroso e com poucas calorias, disponível em dezenas de sabores e recheado de antioxidantes, já estas quatro características são mais que suficientes para se entregar à “chá-mania”! Mas há mais… ao longo dos últimos anos, os estudos em torno desta bebida secular têm-se multiplicado e os benefícios para a saúde também!
PRINCIPAIS BENEFÍCIOS
Graças aos seus poderosos antioxidantes – os polifenois – o chá traz inúmeras vantagens para a saúde física e mental:
melhora os níveis de concentração
aumenta os níveis de energia
é um estimulante do bem-estar geral
pode ser utilizado como prevenção e tratamento de aterosclerose (a formação de placas nocivas nas paredes das artérias e que pode levar à sua obstrução completa)
é óptimo na prevenção da diabetes
diminui o risco de doenças cardiovasculares
previne contra o cancro (inibe o desenvolvimento de células cancerígenas, impede o fornecimento de sangue ao tumor e incentiva a autodestruição das próprias células cancerígenas)
contribui para a diminuindo dos níveis de “colesterol mau” (LDL – lipoproteína de baixa densidade)
melhora o metabolismo lípido
tem um efeito anti-bacteriano significativo
purifica o organismo, eliminando toxinas
combate a retenção de líquidos
VERDE, BRANCO OU PRETO?
Todos os chás derivam da mesma planta – a Camellia sinensis – mas diferem consoante o processo de oxidação a que são sujeitos e que modifica a cor das suas folhas, o seu aroma, sabor e quantidade de polifenois presentes. O chá preto é o mais processado e, embora mantenha muitas qualidades benéficas para a saúde, tem menos poderes antioxidantes do que o chá verde – composto pelas folhas não oxidadas da planta do chá. O chá branco, por sua vez, é o menos processado e contém mais antioxidantes do que o chá verde, no entanto, tem um sabor quase inexistente e é bastante mais caro do que os outros. O melhor é mesmo experimentá-los todos!
SABORES SAUDÁVEIS
Com mil e um sabores para provar, são vários os chás que apresentam soluções deliciosamente saudáveis para problemas específicos. É o caso destes chás:
Camomila: os seus efeitos tranquilizantes no sistema nervoso são muito conhecidos, bem como o poder calmante que tem sobre problemas de estômago.
Cidreira: indicado para combater cólicas e gases, é ainda um calmante natural para estados de nervosismo e de insónia.
Dente-de-leão: desintoxica o fígado, estimulando o seu funcionamento saudável.
Gengibre: para além de acalmar o sistema digestivo, é um excelente energizante natural.
Hortelã/Menta: relaxa os intestinos, incentivando o seu funcionamento pleno e regular, sendo ainda aconselhado para perturbações de estômago.
Maça: antidiarreico e o auxiliar perfeito para uma boa digestão, tem ainda propriedades sedativas.
Valeriana: auxilia nas perturbações do sono, sendo um substituto natural dos vulgares comprimidos para dormir.
PRONTO A SERVIR
Esqueça o chá engarrafado, preferindo sempre o chá fresco, fervido na hora com recurso às práticas saquetas ou então com ervas e folhas soltas, deixando-as “marinar” durante 3 a 5 minutos, para poder retirar e aproveitar ao máximo os seus compostos mais benéficos. Se está a tentar emagrecer, troque o açúcar por mel, algumas rodelas de limão, um pau de canela ou beba-o simples! Evite ainda adicionar leite – para além de cortar nas calorias, continua a assegurar os benefícios cardiovasculares do chá, eliminados quando se junta leite ao chá.
Se, por outro lado, está a tentar reduzir o consumo de cafeína, também pode contar com o chá: uma chávena de chá preto tem um terço da cafeína presente num café e o chá verde contém apenas um sexto desse valor. Para reduzir ainda mais a quantidade de cafeína presente no chá, diminua o tempo de infusão dos habituais 3 a 5 minutos para 45 segundos. Depois, desfaça-se dessa água, mantendo apenas a saqueta ou as ervas/folhas, verta uma nova quantidade de água fervida sobre as mesmas, respeitando agora o tempo de infusão habitual.
Quer melhores motivos para planear o seu próximo chá das 5?


http://casadocha.com

sábado, 7 de agosto de 2010

Ao bom pai, em todos os dias.




A caixinha dourada

Há algum tempo atrás, um homem castigou a sua filha de 3 anos por desperdiçar um rolo de papel de presente dourado.
O dinheiro era pouco naqueles dias, razão pela qual o homem ficou furioso ao ver a menina a embrulhar uma caixinha com aquele papel dourado e a colocá-la debaixo da árvore de Natal.
Apesar de tudo, na manhã seguinte, a menina levou o presente ao seu pai e disse: "Isto é para ti, Papá!"

Ele sentiu-se envergonhado da sua furiosa reacção, mas voltou a "explodir" quando viu que a caixa estava vazia.

Gritou e disse: "Tu não sabes que quando se dá um presente a alguém, coloca-se alguma coisa dentro da caixa?"

A menina olhou para cima, com lágrimas nos olhos, e disse: "Oh Papá, não está vazia. Eu soprei beijinhos para dentro da caixa. Todos para ti, Papá".

O pai quase morreu de vergonha, abraçou a menina e suplicou-lhe que lhe perdoasse.

Dizem que o homem guardou a caixa dourada ao lado da sua cama por anos e, sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, pegava na caixa e tirava um beijo imaginário, recordando o amor que a sua filha ali tinha colocado.

De uma forma simples, mas sensível, cada um de nós tem recebido uma caixinha dourada, cheia de amor incondicional e beijos dos nossos pais, filhos, irmãos e amigos...

Ninguém tem uma propriedade ou posse mais bonita que esta.






Aprender com a luz

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Certa noite, um homem teve um sonho.

Sonhou que tivera um encontro com Deus e porque o homem se apresentasse muito triste, Deus o presenteou com duas caixas.

Uma delas era de cor preta, envernizada e a outra de cor dourada, com um belo laço de fita. "Coloque todas as suas tristezas na caixa preta", recomendou o bom Deus. "E as suas alegrias, guarde na caixa dourada."

O homem entendeu Suas palavras e, desde aquele dia, passou a proceder de acordo com a recomendação Divina.

Depois de algum tempo, o homem se surpreendeu porque a caixa dourada ficava cada dia mais pesada e a preta continuava tão leve quanto a noite em que a ganhara de Deus.

Tomado de curiosidade, abriu a caixa preta. Queria descobrir por que estava tão leve, se quase todos os dias ele colocava ali, ao menos, uma pequena tristeza.

Foi então que ele percebeu um buraco na base da caixa, por onde saíam todas as suas tristezas. Pensou alto, falando com Deus: "Por que, Pai, Você me deu uma caixa com um buraco e uma caixa inteira, sem nenhum vazamento?

" O bom Pai respondeu de pronto: "Meu filho, a caixa dourada é para você contar suas bênçãos. Por isso é fechada. A caixa preta é para você deixar ir embora todas as suas tristezas."

* * *
A tristeza, quando se instala, espalha destruição, não merecendo, portanto, aceitação em nossas vidas. Coloquemo-la, então, sempre na caixa preta, sem fundo, para não guardá-la de um dia para o outro, nem da manhã para a tarde ou para a noite. Depositemos, sim, todos os dias, na caixa dourada da nossa existência, as bênçãos com que Deus nos agracia, lembrando que só o ato de existir, já deve ser motivo de alegria, pelas excelentes ocasiões de que dispõe o Espírito para ser plenamente feliz.

Com base em mensagem intitulada : As caixas de Deus

O copo d'água

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O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal
em um copo d'água e bebesse.
- "Qual é o gosto?" perguntou o Mestre.
- "Ruim " disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e
levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o
velho disse:
- "Beba um pouco dessa água".
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
- "Qual é o gosto?"
- "Bom!" disse o rapaz.
- Você sente gosto do "sal" perguntou o Mestre?
- "Não" disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende do
lugar onde a colocamos.
Então quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido das coisas.
Deixe de ser um copo. Torne-se um lago...