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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sigel - deusa do sol

http://ataqueastral.blogspot.com/2010/08/sigel-deusa-do-sol.html
Sigel é filha do giganteMundilfari com a gigantaGlaur, se casou comGlen.

Sigel é deusa do sol, na verdade ela seria considerada a personificação do sol, todo dia Sigel corre em sua carruagem levada por dois corcéis chamados Arvak e Alsvid, pois foge do lobo chamado Skoll, filho de Fenrir, que tem o desejo de matá-la, seu irmão gemeo Mani que é deus da lua também é perseguido pelo filho deFenrir, mas é outro filho chamado Hati.

Sigel as vezes era chamada de Alfodrullque quer dizer "gloria dos elfos".
De acordo com a profecia, durante o Ragnarok Skoll alcançara e mataráSigel, criando um eclipse junto com seu irmão Hati, que ira libertar a fera Fenrir


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Chegar à lua...

Rating:★★★
Category:Other
Há muitos e muitos anos, não muito longe daqui, vivia uma menina que sonhava em ter a Lua. E, por mais que a mãe lhe dissesse que a Lua ficava longe e era fria, mais a menina chorava e pedia.

Para distrair a filha, a mãe tecia e bordava seus vestidos com luares de prata, pacientemente. O pai enfiava em fios de seda pérolas brancas e lisas, cultivadas em conchas, para o colar da menina. Mas nada trazia a felicidade para a filha, que sonhava, dia e noite, noite e dia, em ter a Lua, mesmo sendo longe e fria.

Muitas vezes, buscando consolar a menina, a mãe dizia: "Filha minha, o caminho da Lua é muito dentro da noite. Em seu escuro, além de estrelas e constelações, grandes dragões cortam as estradas com raios, trovões e labaredas. Nas nuvens da noite dormem morcegos com asas longas, capazes de esconder outros vampiros e demônios." Mas nada desviava o desejo da menina de morar na Lua, mesmo sendo longe e fria.

Uma tarde o pai não voltou do trabalho. Perdeu-se nas sombras da floresta colhendo os frutos mais saborosos, fabricados pela ternura das estações, para presentear à filha. A noite já andava alta, e a mãe, debruçada na janela, com os olhos fixos no caminho que traria o esposo, caiu em um sono grande e mais profundo que o firmamento. E a menina, sonhando com a Lua, aproveitou o descuido dos pais e tomou o caminho de São Tiago, buscando a Lua, longe e fria. A estrada era feita de neblina e poeira de estrela, brilhante como o vidro. Mas entre uma estrela e outra havia o nada. E o nada era imenso e vazio.

Ela assentou-se na primeira estrela, debruçada sobre a noite. Muito triste, começou a chorar. E seu intenso pranto choveu por sobre a Terra. E eram tantas as lágrimas que um oceano, salgado e misterioso, se formou.

A mãe da menina, com medo de se afogar, pediu ajuda aos céus e transformou-se em espírito das águas. O pai, sem a esposa e a filha, cheio de amor, salvou-se em um pequeno barco e passa as noites e noites navegando nos mares, procurando a mulher e a menina querida.

Naquela noite, os soluços da menina chamaram a atenção de um cavaleiro que galopava pelas estradas de São Tiago. Escutando o pranto, cheio de pena, aproximou-se da menina. Adivinhando o seu desejo de ter a Lua, mesmo sendo longe e fria, oferece-lhe ajuda. A menina montou na garupa do cavalo branco. E, como o cavaleiro era São Jorge, não foi difícil chegar à Lua.

E até hoje, se a noite é clara, a menina desce com a Lua para o fundo dos mares, rios e oceanos, visita o espírito das águas e ilumina o caminho para o pescador de estrelas.



Este texto faz parte do Livro "Faca afiada", do escritor Bartolomeu Campos Queirós.

Uma idéia toda azul:

Rating:★★★
Category:Other


Um dia o Rei teve uma idéia. Era a primeira da vida toda, e tão maravilhado ficou com aquela idéia azul, que não quis saber de contar aos ministros. Desceu com ela para o jardim, correu com Ela nos gramados, brincou com ela de esconder entre outros pensamentos, encontrando-a sempre com igual alegria, linda idéia dele toda azul.

Brincaram até o Rei adormecer encostado numa árvore.

Foi acordar tateando a coroa e procurando a idéia, para perceber o perigo. Sozinha no seu sono, solta e tão bonita, a idéia poderia ter chamado a atenção de alguém.

Bastaria esse alguém pegá-la e levar. É tão fácil roubar uma idéia: Quem jamais saberia que já tinha dono?

Com a idéia escondida debaixo do manto, o Rei voltou para o castelo. Esperou a noite. Quando todos os olhos se fecharam, saiu dos seus aposentos, atravessou salões, Desceu escadas, subiu degraus, até Chegar ao Corredor das Salas do Tempo.

Portas fechadas, e o silêncio.

Que sala escolher?

Diante de cada porta o Rei parava, pensava, e seguia adiante. Até chegar à Sala do Sono.

Abriu. Na sala acolchoada os pés do Rei afundavam até o tornozelo, o olhar se embaraçava em gazes, cortinas e véus pendurados como teias.

Sala de quase escuro, sempre igual. O Rei deitou a idéia adormecida na cama de marfim, baixou o cortinado, saiu e trancou a porta.

A chave prendeu no pescoço em grossa corrente. E nunca mais mexeu nela.

O tempo correu seus anos. Idéias o Rei não teve mais, nem sentiu falta, tão ocupado estava em governar. Envelhecia sem perceber, diante dos educados espelhos reais Que mentiam a verdade. Apenas, sentia-se mais triste e mais só, sem que nunca mais tivesse tido vontade de brincar nos jardins.

Só os ministros viam a velhice do Rei. Quando a cabeça ficou toda branca, disseram-lhe que já podia descansar, e o libertaram do manto.

Posta a coroa sobre a almofada, o Rei logo levou a mão à corrente.

Ninguém mais se ocupa de mim - dizia atravessando salões e descendo escadas a caminho das Salas do Tempo - ninguém mais me olha. Agora posso buscar minha Linda idéia e guardá-la só para mim.

Abriu a porta, levantou o cortinado.

Na cama de marfim, a idéia dormia azul como naquele dia.

Como naquele dia, jovem, tão jovem, uma idéia menina. E linda. Mas o Rei não era mais o Rei daquele dia.

Entre ele e a idéia estava todo o tempo passado lá fora, o tempo todo parado na Sala do Sono. Seus olhos não viam na idéia a mesma graça. Brincar não queria, nem Rir. Que fazer com ela? Nunca mais saberiam estar juntos como naquele dia.

Sentado na beira da cama o Rei chorou suas duas últimas lágrimas, as que tinha guardado para a maior tristeza.

Depois baixou o cortinado, e deixando a idéia adormecida, fechou para sempre a porta.

(Este conto, de Marina Colasanti, faz parte do livro com o mesmo nome)

Focos em flocos!

Rating:★★
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Era uma vez um velho chinês. Ele vivia solitário num sobrado de frente para o quartel, atrás do hospital.

Um dia, um herói de desenho animado apareceu no quarto do homem… E saiu voando, levando-o nos braços para conhecer um mundo encantado…

Lá, o homem pôde se ver criança falando com os bichos. E conheceu todos os super-heróis da tevê. E passeou por castelos, viu-se príncipe e querubim . E viu a Terra do alto, pequenina, pequenina… E pôde voar com os pássaros, escorregar no arco-íris, pular sobre as nuvens e adormecer nos braços de uma estrela cadente.

Mas, quando acordou, acordou em seu quarto…

Confuso, o homem vai à janela e vê que está no sobrado de frente para o quartel, atrás do hospital… Anda de um lado pro outro. Decepcionado, deixa-se cair sobre a cama. De repente, para, sorri. Depois gargalha. Pedacinhos de nuvem com flocos de estrela estão cobrindo seu lençol.